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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dicionário de Termos Vampyricos

Alguns se perguntaram: "o que é isso?"... Sinceramente, eu também não sei, mas recebi de um neófito, em suas pesquisas pela internet a busca de informações. Este Dicionário foi compilado por Lord A:., um ser que decidiu criar até curso sobre strigoi, e está disponível no site Vampyrismo.org. Nele há vários termos conhecidos entre os vampirólogos, vampyros, neófitos e - como diz meu amigo Kchintarus Drakull - "comida alucinada", são citados. Alguns são bem relevantes, com boas explicações, como no caso do Black Veil: "O código de ética e conduta da cena vampyrica; (...) O que quer que pessoas fora desses realizem com consentimento entre ambas as partes em suas casas e outros lugares ficam a cargo de suas vidas...".
Espero que desfrutem desse Dicionário, pois para alguns será de extremo auxílio:

DICIONÁRIO DE TERMOS VAMPYRICOS
'Designando termos Vampyricos correntes na comunidade vampyrica internacional![*]
1.Conforme avançamos nossa abordagem sobre a cena vampyrica torna-se interessante aprofundarmos os termos e conceitos correntes internacionalmente na mesma, optei por deixar em inglês ou na língua natal os mesmos, para rápida compreensão na leitura de sites e livros no exterior, outra coisa o mesmo glossário é direcionado para a terminologia do Sanguinarium, Ordo Strigoi Vii, Cena Vampyrica e temas relacionados correntes e em uso no exterior para a mesma (!)
- Logo fora da mesma Cena alguns podem ter sentidos e significados diferentes dos apresentados aqui, enfim que fique claro que o significado de um símbolo é dado pelo espaço de tempo que ele existe e os significados geográficos e culturais da cultura que o adotou - Nosso enfoque é o da Cena Vampyrica.
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A
Awakening: Genericamente significa o despertar para a condição vampyrica. Em um sentido mais amplo pode ser utilizado quando alguém descobre seu apreço pela cena vampyrica e começa a freqüentá-la e vivenciá-la o seu dia a dia assumindo-se como um vampyro [Living Vampyro/Vampiro Vivo/Strigoi Vii]. Em um sentido mais interno ela designa o processo iniciatório que levará toda a existência do mesmo se ele optar por enveredar na senda mágika do vampyrismo. [ver despertar]

Ankh: A relação cultural entre o Vampiro e o "Ankh" oficialmente surgiu na mídia a partir do filme "Fome de Viver- [The Hunger]" onde os vampiros interpretados por Katherine Deneuve e David Bowie caçavam ao som do hino Bela Lugosi's dead, furando seus lanchinhos com um Ankh. Entretanto este símbolo é associado à vida eterna das idéias em um plano sutil chamado vulgarmente de Inconsciente Coletivo ou memória Akashika da humanidade. O "Ankh" era o símbolo daqueles que sabiam como transitar neste plano sutil e assim viver para sempre. Era também associado ao sexo e ao momento do orgasmo dos parceiros. Logo, o vampiro seria o eterno caminhante eterno, aquele que estaria sempre em movimento. [ver Legacy Ankh]
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B
Black Swams: Termo usado para designar simpatizantes do estilo de vida Vampyrico; São geralmente amigos, familiares, amantes, cônjuge, professores e etc... De qualquer modo estas pessoas não são vampyros, geralmente pertencem ou não a outras sub-culturas e nutrem simpatia pela cena vampyrica e seus integrantes.

Black Veil, The: O código de ética e conduta da cena vampyrica; Na verdade o conteúdo das mesmas permanecem sendo atitudes de bom senso e inatas aos vampyros e simpatizantes, as mesmas estão sendo trazidas via escrita pela primeira vez, com a função de informar e deixar claro alguns pontos importantes. Estes códigos são atitudes esperadas em Sanctums e Noir havens do mundo. O que quer que pessoas fora desses realizem com consentimento entre ambas as partes em suas casas e outros lugares ficam a cargo de suas vidas, desde que não tragam conseqüências negativas aos membros da comunidade Strigoi Vii.

Blood and Roses: Nome da cerimônia de casamento vampyrico realizada pela Ordo Strigoi Vii. [Ver matéria Casamento Vampyrico]
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C
Casa Vampyrica: É o termo mais comum utilizado para designar um grupo vampyrico que divide filosofias, cerimônias, ritos e membros semelhantes estudiosos de uma determinada linha ou contexto em especial. No começo da década de 2000 o termo Casa passou a ser usado com menos freqüência sendo substituído pelo termo Ordem/Ordo/Order. Independente do termo as mesmas são reconhecidas por sua contribuição à comunidade, filosofias, produção cultural e a qualidade de seus membros. Por tradição o número de integrantes do Inner Circle/Circulo Interno não pode ultrapassar 13 membros. A Cena Vampyrica não utiliza o termo convêm.

Casamento Vampyrico: [Blood and Roses] Nome da cerimônia de casamento vampyrico realizada pela Ordo Strigoi Vii. [Ver matéria Casamento Vampyrico]
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D
Dayside Life: Designa o cotidiano diurno e os relacionamentos de um integrante da cena vampyrica externamente a mesma; É considerada uma grave falta de etiqueta se referir ao nome diurno de um [a] Vampyro publicamente, se ele não faz uso do mesmo em seu Nightside Life.
Desinbodied Vampyro: é o termo usado para designar o Unliving Vampyro ou Vampyro Desincorporado que não possui um corpo de carne no sentido mais simples e genérico da palavra. Embora o conceito do Desinbodied Vampyro seja ponto comum e de concordância na maior parte da cena; Existem dezenas de termos para o mesmo e pontos variados sobre sua abordagem; O ponto de concordância é que o termo vampiro é um exagero, um rótulo de rápida identificação; Mas o assunto envereda para o campo da metafísica, fugindo de nossa abordagem nesta coluna; Para finalidades de glossário, cito escritos da House Kheperu e Ordo Strigoi Vii: O Ponto principal e de concordância entre os integrantes da cena "vampyrica" é que por natureza ou existência o vampyro é um ser exterior a média humana, e tanto com corpo de carne, como sem este ele permanece como um ser a parte do mundo cotidiano; E é impossível de se transformar em um, geralmente se nasce com este caractere e se vive com ele hoje, como se viveu no passado e se viverá no futuro. Enfim, aqui é o campo da metafísica e não representa o todo, apenas uma das muitas partes integrantes da cena vampyrica;
Despertar: Genericamente significa o despertar para a condição vampyrica. Em um sentido mais amplo pode ser utilizado quando alguém descobre seu apreço pela cena vampyrica e começa a freqüentá-la e vivenciá-la o seu dia a dia assumindo-se como um vampyro [Living Vampyro/Vampiro Vivo/Strigoi Vii]. Em um sentido mais interno ela designa o processo iniciatório que levará toda a existência do mesmo se ele optar por enveredar na senda mágika do vampyrismo. Entretanto isto é opcional e vai de cada um, visto que nos referimos a Cena vampyrica nesta coluna e o termo cena torna a mesmo abrangente e comportando diversas possibilidades! [ver awakening]
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F
Fangsmith/Fangsither: Externamente um profissional treinado na arte de modelar dentes de vampiros em resina para integrantes da cena vampyrica. Internamente a cena, eles têm a alcunha de Father ou Mother, devido a sua importância no despertar [Awakening] de um membro da cena. Alguns dos mais conhecidos são Dnash, Sebastian V, Lestat (ele é o dono do Transformatorium, uma loja especializada no assunto).
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H
Hallo: Utilizado para designar uma grande região geográfica de atividades da Cena Vampyrica; O Hallo por natureza não designa nenhuma posição hierárquica ou de organização ou afins, sendo meramente um título designado para retratar melhor a região. Cada Hallo tem seu nome escolhido baseado em características geográficas, históricas, culturais e peculiares que possam retratar melhor a região que cedia.
Os mais conhecidos da cena européia, são Albion (Reino unido e comprime os arredores de Londres), Black Forest (Sudeste da Alemanha, mas não inclui a Bavária), Thrumanti (Oeste da Alemanha) e Xion (Holanda e os Flandres). Na América do Norte os mais conhecidos são: Gotham (Nova York e Westchester), Angel (A cidade de Los Angeles) e Morte (Novas Orleans), Lutetia (Paris). Nota: existem muitos outros pelo mundo afora, os citados aqui são meramente um exemplo.
Haven: Um nightclub, um salão, um pub ou um ponto de encontro seguro e com qualidade para sediar encontros de integrantes da cena vampyrica. Um local tranqüilo para todos poderem se socializar e descontrair. Geralmente são espaços menores, mantidos pelas Casas e Ordens Vampíricas locais e que podem variar desde um pub a um lounge.
Houses / Households: É o termo mais comum utilizado para designar um grupo vampyrico que divide filosofias, cerimônias, ritos e membros semelhantes estudiosos de uma determinada linha ou contexto em especial. No começo da década de 2000 o termo Casa passou a ser usado com menos freqüência sendo substituído pelo termo Ordem/Ordo/Order. Independente do termo as mesmas são reconhecidas por sua contribuição à comunidade, filosofias, produção cultural e a qualidade de seus membros. Por tradição o número de integrantes do Inner Circle/Circulo Interno não pode ultrapassar 13 membros. A Cena Vampyrica não utiliza o termo convêm.
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L
Living Vampyro: O Living Vampyro ou Vampyro Vivo ou Vampyro Real. É um termo complexo e extenso para resumir, haverá textos e mais textos sobre isso na coluna e serão insuficientes - Pois aqui entramos deveras no campo metafísico e simbólico, que não é nosso foco no transcorrer dessa coluna; Para a maior parte da cena vampyrica o vampiro clássico ou cinematográfico (Imortal, Indestrutível, Transmorfo, Bebedor de Sangue, Incinerável no sol ou não, afetado por cruzes e etc...) e afins são uma piadinha de mau gosto, incapazes de existirem na realidade. O que existe são indivíduos que manifestam caracteres que separam da massa e o permitem se reconhecerem entre si; com uma necessidade maior de energia prânica do que um ser humano mediano; Uma fome na verdade, como eles mesmos definem; Essa fome pode ser saciada de diversas maneiras e o método de como fazê-lo varia entre diversos tipos de "vampiros" - inclusive caracteriza-se o termo vampyro como um exagero meramente ilustrativo e de explicação massificada, pois há variantes para o mesmo já como Kheprian, Strigoi Vii, Quinotaur e etc... - Num estágio inicial essa fome é saciada de um jeito parasita, mas pode ser evoluída e transformado em uma forma de relação de troca ou recicladora energética - Novamente internamente a cena vampyrica e externamente a mesma existem dezenas de milhares de formas disso ser feito - e o assunto também foge da proposta da coluna, afinal estudamos o simbólico e a subcultura da mesma, metafísica não é nosso objetivo. Embora o conceito do Living Vampyro seja ponto comum e de concordância na maior parte da cena;
Legacy Ankh: O Legacy Ankh é conhecido como o "sigilo da comunidade vampyrica mundial". Em poucas palavras ele representa o código de ética contido no "The Black Veil", e o portador do mesmo é um conhecedor deste código e de seus princípios - Sendo que no exterior o Ankh só é vendido ou presenteado a aqueles que conhecem e vivenciam os mesmos. Este Ankh estilado foi idealizado por Father Sebastian V e moldado em metal pelo artífice Lord D'' Drenam em 1997, inspirado em partes na mitologia egípcia e no filme The Hunger, que foi o responsável pela associação e interpretação do mesmo aos vampyros no início da década de 1980. Atualmente [nov/2005] no Brasil existem apenas seis desses ankhs, um deles de propriedade do autor desta coluna, presenteado pelo próprio Father Sebastian V.
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M
Monastérios: Referem-se a uma propriedade que serve como sede física de uma House ou Ordo Vampyrica, muito geralmente além do espaço inclui biblioteca, cursos, treinamentos para evolução espiritual e pessoal. Apenas integrantes e membros da mesma Casa ou Ordem tem acesso ao mesmo. Trata-se de uma instituição séria, com registro judicial, de suas atividades assim como outros templos religiosos de outros paradigmas nos respectivos países o­nde operam - Até novembro de 2005 não se tem conhecimento de nenhum em atividade no Brasil. Alguns dos mais conhecidos são o Kephrian Monastery na América do Norte e o The Temple of Cats mantido pela House Sahjaza.
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N
Nightside life: Designa e existência noturna e interna a cena vampyrica de um [a] Vampyro, geralmente envolve a escolha de um nome noturno, uma data de nascimento para a noite e é considerada uma grave falta de etiqueta se referir ao nome diurno de um [a] Vampyro publicamente, se ele não faz uso do mesmo em seu Nightside Life.
Noir Haven: Um tradicional ponto de encontro reconhecido nacional e internacionalmente por sua capacidade de estruturar a cena culturalmente.Este é conhecido por receber membros de diversas casas, mantendo uma aura de qualidade, segurança e certa proteção de intrusos e curiosos externos a cena, o Noir Haven cedia os Quabals, Quoruns, lançamentos de livros, bandas, artistas, saraus e afins; Aqui "vampyros" podem relaxar do dia a dia extenuante e serem eles mesmos. Sob as regras do Black Veil. O único Noir Haven oficial reconhecido no exterior da cena sul-americana está sediado no evento mensal Theatro dos Vampiros em São Paulo-Brasil. Outros Noir Havens existem pelo mundo o mais famoso é o recém inaugurado Black Abbey no Hallo de Gotham, The Fang Club no Hallo de Angel... Havens podem surgir periodicamente, Mas um Noir Haven continua a existir mesmo depois de terminada sua existência na terra, como é o caso do Long Black Veil, situado no lendário Mother Club em Nova Iorque.
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O
Order / Ordo / Ordem Vampyrica: Termo mais moderno e abrangente para House/Households/ Casa vampyrica; É o termo mais comum utilizado para designar um grupo vampyrico que divide filosofias, cerimônias, ritos e membros semelhantes estudiosos de uma determinada linha ou contexto em especial. No começo da década de 2000 o termo Casa passou a ser usado com menos freqüência sendo substituído pelo termo Ordem/Ordo/Order. Independente do termo as mesmas são reconhecidas por sua contribuição à comunidade, filosofias, produção cultural e a qualidade de seus membros. Por tradição o número de integrantes do Inner Circle/Circulo Interno não pode ultrapassar 13 membros. A Cena Vampyrica não utiliza mais o termo convém.
Ordem do Dragão: Realmente existiu na história uma Ordem do Dragão à qual o governante da Romênia Vlad e seu filho fizeram parte. Estes inspiraram o autor Bram Stoker em seu imortal romance Dracula; Entretanto modernos autores atribuem que Sheridan Le Fanu, também encontrou inspiração entre uma das mulheres que integrou esta ordem para o seu romance. vampírico chamado Carmilla. Sua "musa" foi Barbara Von Cilli, esposa do fundador da ordem o imperador Sigesmundo de Luxembourg. Conta-se que ela teria sido ressuscitada da própria morte uma primeira vez através de um mago chamado Abraão o Judeu tinha em suas mãos o lendário "Grimório de Abramelin". Conta-se que ainda após sua segunda morte ela foi responsável pela morte de mais seis vítimas no castelo de Grantz o­nde foi enterrada.
Sincronicidade? Coincidências? É interessante e por vezes divertido observar que superficialmente dois dos mais importantes romances associados ao Vampiro tivessem ligações quase que diretas com esta ordem, apesar dos próprios autores sequer imaginarem os tais vínculos e as profundezas dos mesmos. Até hoje se discute a validade e o conteúdo do citado "Grimório de Abramelim" o mesmo livro.
Nunca haverá uma fonte realmente concisa sobre estes fatos, mas três anos após o lançamento de Dracula de Bram Stoker este grimório foi publicado pela Golden Dawn em Londres... Se ignorarmos alguns autores de cartesianismo exarcebado. A Ordem do Dragão foi fundada para dar combate aos turcos invasores do Leste Europeu e por muito tempo versou seus conhecimentos no campo da alquimia, astronomia e outras práticas. Seus moldes e hierarquias lembravam muitas ordens de cavalaria do período e seu símbolo numa segunda fase era um dragão que devorava a própria cauda. Alguns nobres de outras importantes casas nobres foram integrantes desta sociedade incluindo a casa Aragon da Espanha, também envolvida no período das grandes navegações... Segundo o autor Nicholas de Vere, a mesma teria sua origem e seus fundamentos iniciados nos tempos do antigo Egito, envolvimento com o santo graal, e outros fatos mais, retornando ao período Draconiano. Muitas são as especulações, portanto.
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Q
Quabal: Encontros mensais ou semanais de uma Casa ou Ordem Vampyrica; O tema do mesmo pode ser desde uma mera confraternização a uma reunião para decisões importantes relativas à mesma Casa ou Ordem Vampyrica. Usa-se o termo para uma convocação a todos Vampyres ao Noir Haven e afins para celebrar o encontro em uma das datas dos grandes festivais.
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S
Sahjaza, House: As primeiras evidências do que viria ser conhecido como cena vampírica, passou a se organizar nos EUA em meados de 1975 com a House Sahjaza um convêm de praticantes de Paganismo relacionados a vertentes mais obscuras do mesmo.
Sanctums: Referem-se a uma propriedade que serve como sede física de uma House ou Ordo Vampyrica, muito geralmente além do espaço inclui biblioteca, cursos, treinamentos para evolução espiritual e pessoal. Apenas integrantes e membros da mesma Casa ou Ordem tem acesso ao mesmo. Trata-se de uma instituição séria, com registro judicial, de suas atividades assim como outros templos religiosos de outros paradigmas nos respectivos países o­nde operam - Até novembro de 2005 não se tem conhecimento de nenhum em atividade no Brasil. Alguns dos mais conhecidos são o Kephrian Monastery na América do Norte e o The Temple of Cats mantido pela House Sahjaza.
Sangue: Este componente do arquétipo do Vampiro é o mais famoso, complexo e polêmico aspecto a ser tratado. Talvez o lirismo e arte tenham sido o lugar o­nde melhor exploraram aquilo que os adeptos da cena atual chamam de "a doce eletricidade líquida". O sangue pode ser comparado simbolicamente à vida e à energia em movimento que está à nossa volta. Esta já teve vários nomes e propostas que a identificasse Bions, Orgon, Luz astral e outras mais. Seria ela a mesma a animar e plasmar deuses, fantasmas e vampiros.
Já dissemos aqui que o vampiro é "o eterno caminhante eterno", algo em perpétuo movimento e desenvolvimento. Associamos o sangue à energia vital e plasmática condensada, capaz de realizar proezas das práticas mágicas e xamânicas - a fonte da manifestação da forma - sempre buscadas por espíritos, sombras e feiticeiros desde os tempos de Homero na Grécia. [Novamente o vampiro se liga á nossa metafórica questão de ser à sombra da magia] Porém, o sangue físico não é mais a principal e única fonte de alimentação dos vampiros modernos - existem os vampiros psíquicos, astrais, sexuais e etc... As práticas sanguíneas atualmente estão sendo desencorajadas devido aos inúmeros riscos de doenças transmissíveis pelo sangue [HIV, Hepatite e etc.]. Inclusive no código de ética da Ordo Strigoi Vii conhecido como "The Black Veil" já se trata sangue como uma metáfora e se é realmente incisivo para evitar práticas com o mesmo. [A expressão “Ele é do Sangue!" ou "Ela é do Sangue!" se refere as integrantes da cena vampyrica e geral, e não que necessariamente bebem sangue ou afins.].
Sanguinarium: Originalmente o nome escolhido para designar a união de diversos grupos, casas e ordens da cena vampyrica, sob uma mesma comunidade, surgido na década 90 em Nova York.
Uma versão mais antiga do mesmo referia-se como a Família, que designa desde sempre que todos Vampyres, independente da House, Order e Organização que integrem são indivíduos únicos e iguais entre si. O que aconteceu é que os organizadores do Sanguinarium estruturaram em 2003 a Ordo Strigoi Vii, entretanto Sanguinarium continuou como uma expressão, termo ou palavra corrente nos USA para designar cena vampyrica.
Porém nossos leitores com um mínimo de bom senso, podem notar que existe Cena Vampyrica que comporta grupos com Ordo Strigoi Vii, Sanguinarium, Bloodlines, Vampire-Church, Kheperu e tantos outros - Embora cada um dos mesmos tenha caracteres próprios e independentes entre si, entretanto os termos utilizados possuem equivalentes. Há diversidade de idéias dentro do mesmo contexto, sem descaracterizar o conceito principal.
Synod, The: É um grupo de assuntos internos da Ordo Strigoi Vii responsável pela administração, divulgação e preservação dos rituais, costumes e segredos da mesma. É composto em sua maioria por escolares e pesquisadores ocupados em coletar conhecimento e manter o funcionamento de fontes de informação seguras sobre a Ordo Strigoi Vii.
Strigoi Vii: Na simbologia da Ordo Strigoi Vii é o termo usado para designar o Living Vampyro ou Vampyro Vivo. Embora o conceito do Living Vampyro seja ponto comum e de concordância na maior parte da cena;
Strigoi Morti: Na simbologia da Ordo Strigoi Vii é o termo usado para designar o Unliving Vampyro ou Vampyro Desincorporado que não possui um corpo de carne no sentido mais simples e genérico da palavra. Embora o conceito do Desinbodied Vampyro seja ponto comum e de concordância na maior parte da cena;
Swams: Termo usado para se referir às pessoas externas a cena que tem conhecimento de seus integrantes e de seus costumes. Dividem-se unicamente em Black Swams = Simpatizantes da Cena Vampyrica e White Swams = Hostis a Cena Vampyrica.
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T
Templo /Temples: Referem-se a uma propriedade que serve como sede física de uma House ou Ordo Vampyrica, muito geralmente além do espaço inclui biblioteca, cursos, treinamentos para evolução espiritual e pessoal. Apenas integrantes e membros da mesma Casa ou Ordem tem acesso ao mesmo. Trata-se de uma instituição séria, com registro judicial, de suas atividades assim como outros templos religiosos de outros paradigmas nos respectivos países o­nde operam - Até novembro de 2005 não se tem conhecimento de nenhum em atividade no Brasil. Alguns dos mais conhecidos são o Kephrian Monastery na América do Norte e o The Temple of Cats mantido pela House Sahjaza.
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W
White Swams: Termo pejorativo usado para retratar pessoas hostis a Cena Vampyrica. São caracterizadas assim as pessoas preconceituosas, conservadoras demais e que buscam hostilizar, provocar, ofender, agredir, dissimular e antagonizar quem vive em uma subcultura que lide melhor com os temas tabus da sociedade de massa.

[*] Atualmente os escritores, autores e pesquisadores referem-se aos integrantes da cena como vampyros ou vampyras com Y para diferenciar de vampiro. Vampyro com Y é relativo a pessoas que vivem realmente este chamado estilo vampyrico de vida. [definidos como Strigoi Vii = Living Vampyro]

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Vampiros X Vampyros

O mito dos vampiros transcendem o tempo e o local. Em cada canto do planeta você ouvirá um mito sobre um ser bebedor de sangue, que retorna do reino dos mortos, para viver eternamente. Alguns conhecem o mito como uma pessoa que não completou sua missão na Terra, ou que morreu de forma inadequada, ou mesmo foi enterrada de forma indevida. Temos também o mito de Lamia, que por ter perdido seu filho durante o parto, ficava sobre uma árvore e atacava as mães e seu filhos ou mesmo jovens rapazes, que ela seduzia e bebia de seu sangue. Das Américas Andinas ao Japão, o mitos são os mais variados e muitas vezes semelhantes. O mito foi tão bem desenvolvido na Ásia e no oriente europeu, que encantou a Europa Ocidental, que começou a desenvolver poesias e contos do mais diversificados, sobre vampiros. Até que um grupo de ingleses se reuniu e dediciram desenvolver contos de horror. Deste encontro saiu "Frankenstein" de Mary Shelley e "O Vampyro" de John Polidori.
Lógico, o nome do título não tem haver com o que escreverei mais a frente, mas é interessante como Polidori usou este título. Ele o escreveu em homenagem a um dos grandes escritores da história, que participou naquela noite do encontro, Lord Byron. Durante uma viagem dos dois na Grécia, Polidori desenvolveu seu personagem pensando no seu companheiro. A história é sobre Lord Ruthven, um lorde inglês que viaja com um jovem pela Grécia, e lá este jovem descobre que ele é um vampiro. Os dois se separam o só vêm a se encontrar no casamento da irmã do jovem rapaz com o Conde Masden (daí vem meu sobrenome), que consequentemente é Lord Ruthven, que herdará o título do próprio pai. Lógico, não contarei toda história, pois ela é muito interessante.
É interessante a mudança do estilo do vampiro neste momento, que passa de morto-vivo para um membro da alta-classe inglesa. Este romance foi uma das idéias iniciais para outro grande romance, mais conhecido de todos. De Bram Stoker, "Dracula".
Dracula contava, através de cartas e diários, a história de um conde romeno que vai morar na Inglaterra vitoriana e lá começa a vampirizar jovens e encantá-las. O interessante é que, o vampiro de Polidori não tinha problemas com sol ou mesmo objetos sagrados. Lógico, preferia a noite para agir, pois a escuridão o favorecia, mas o sol não lhe fazia nenhum mal. Já Dracula manteve o mito religioso de que não poderia tocar ou ser tocado por um objeto sagrado, como um crucifixo. Uma das artimanhas do personagem de Van Helsing, foi encher o caixão de Dracula com hóstias eucarísticas, tornando a terra ali dentro consagrada.
Dracula se tornou o ícone do vampirismo mítico-moderno, fazendo a todos crerem que o conde Vlad, O Empalador, cujo pai fez parte da Ordem do Dragão (Dracul, que significava demônio ou dragão) e se auto-denominava Vlad Dracul, era um vampiro mesmo. O povo romeno considerou o livro uma ofensa ao seu herói, mas isso não impediu Drácula de chegar ao teatro, primeiramente, e logo depois ao cinema.
A primeira versão data de 1922 e foi feito na Alemanha, seu título era Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, do cineasta F.W.Murnau. Sem permissão da viúva de Bram Stoker, Murnau criou sua própria versão do romance. O vampiro se chamava Graf Orlock e foi generosamente interpretado por Max Schreck, mas nem por isso deixou de ser caçado. A viúva de Stoker processou o diretor do filme e ordenou que todas as cópias fossem queimadas, só que após o falecimento dela, várias outras surgiram e com isso fora salvo o primeiro filme de vampiros da história do mundo.
Essa versão de Murnau gerou várias cópias também, dentre elas Nosferatu: Phantom der Nacht, do alemão Werner Herzog, Shadow of Vampire, de E.Elias Merhige, onde o ator John Malkovich interpreta Murnau e Willem Dafoe interpreta um Max Schreck baseado no mito. Falavam que Schreck, durante todo o período de gravação de Nosferatu, nunca tirou o figurino, sempre mantendo a maquiagem e os dentes postiços. O filme também ganhou uma interpretação em palco, através da Cia. de Teatro Urgente, de Vitória-ES, que manteve o nome Nosferatu, mas a transformou num trabalho de expressão corporal, interpretado pelo bailarino Marcelo Ferreira.
A versão de Dracula, feitas para os palcos dos teatros ingleses pelo próprio Stoker, fez enorme sucesso, principalmente com o ator austro-hungáro Bela Lugosi o interpretando. Por isso que o diretor Tod Browning o convidou, em 1931, para fazer o filme Dracula. Com o roteiro baseado na peça, o filme nos mostrava um Conde Dracula vestido com pompa e elegância e sem os enormes dentes afiados, que só viriam a surgir em 1958, quando Christopher Lee interpretou o vilanesco Conde no filme Horror of Dracula, pela Hammer Films Productions.
A história de Dracula no cinema é longa e vem com filmes maravilhosos a filmes deploráveis, que contêm o nome do personagem, mas um que consagrou foi pelas mãos do diretor Francis Ford Coppola. O filme Dracula de Bram Stoker, de 1992, trazia uma versão o mais aproximada possível do livro de Stoker e também se baseava nos livros de Radu Florescu e Raymond T. McNally, "Em Busca de Drácula e Outros Vampiros" e "Dracula: Mito ou Realidade". A história era a seguinte, o Conde Vlad III, O Empalador, é casado com uma jovem, chamada Elizabeth. Um dia ele parte para a guerra, na intenção de combater os magiares, povo turco e bárbaro, e quando volta descobre que sua esposa cometera suídicio, assim não podendo ter um enterro católico. Vlad não concorda com isso e condena a Igreja, mas ele termina condenado a vida eterna. Passado longos anos, o jovem Jonathan Harker vai a Transilvania para vender um imóvel a um misterioso Conde Dracula e lá descobre que ele é um vampiro que deseja ir a Inglaterra. Jonathan é impedido de fugir do castelo de Dracula e este vai para o país inglês, onde conhece Mina Murray e por ela se apaixona. Ela também se apaixona por ele, mas desconhece que ele é o responsável pela enfermidade surpreendente que assola sua amiga, Lucy Westenra. N ointuito de ajudar a jovem enferma, um médico, amigo da família da srta. Westenra, chama o renomado médico-professor Abraham Van Helsing. Ele descobre que ela fora vampirizada e que corre enorme perigo... Resumindo um pouco a história, ela se torna uma vampira, descobrem o responsável, após a volta de Mina e Jonathan da Romênia, onde se casaram, mas Mina também é vampirizada e como solução eles têm de ir a caça do conde, que retorna ao seu país e é morto pelos homens apaixonados por Lucy - Lord Arthur Holmwood, Quincy Jones e o Dr. Jack Seward -, Jonathan Harker e o Prof. Van Helsing. Bem, o filme é fantástico e glorifica o mito de Dracula. Mas como eu disse, é um mito.
Vlad III, o Empalador, para muitos foi um terrível vilão assassino, que matou vários na ponta de uma lança, mas no seu país ele é um herói, que defendeu a soberania do seu povo como pôde, mas a história de Vlad e sua família envolve o misticismo, pois diziam que a Ordem do Dragão tinha um envolvimento muito assíduo ao ocultismo.
Bem, mais na atualidade uma nobre senhora de Nova Orleans decidiu modificar ainda mais o mítico mundo vampírico, então em 1976, Anne Rice decidiu escreveu Interview With The Vampire. O livro conta a história de Louis De Pointe du Lac, um abastado senhor de terras que após perder esposa e filha, decidi que sua vida não presta, só que mal sabe ele que está sendo estudado pelo vampiro Lestat de Lioncourt, que o quer como cria. Após transformá-lo em vampiro, Lestat e Louis vivem várias aventuras e em uma delas criam a vampira-criança Claudia. Claudia e Louis decidem viver sozinhos, e ela decide dar cabo do seu criador, então os dois partem para a Europa, onde vivem outro momentos inusitados, até chegarem a França e serem convidados ao Theatré du Vampires, onde conhecem Armand e uma horda de vampiros. Eles decidem dar cabo de Claudia, pois não podem aceitar uma vampira-criança... O resto da história vocês terão de ler. Estava criado assim um novo universo de vampiros e um novo mito, onde envolvia-se até os primeiros povos do mundo. Anne Rice ainda viria a escrever The Vampire Lestat e The Queen of the Damned, ampliando ainda mais sua nova mitologia vampírica. Lógico, estes três não foram os únicos, The Vampire Chronicles possuem um total de dez livros e mais dois que fazem parte dos The New Tales of the Vampires. O sucesso dos livros de Anne Rice a fizeram receber um convite para escrever o roteiro do filme, dirigido por Neil Jordan e com os atores Tom Cruise (Lestat), Brad Pitt (Louis) e Antonio Banderas (Armand) e a atriz - ainda jovem - Kirsten Dunst (Claudia), Interview With The Vampire. Um dos filmes mais fiéis, conta com certa exatidão de tudo que o livro possui. Era para ser único, se não tivessem cometido o erro de fazerem Queen of the Damned, com direção de Michael Rymer. O filme trazia uma mistura dos dois livros seguintes de Anne Rice, Tha Vampire Lestat e The Queen of the Damned. Um verdadeiro desastre devido a descaracterização dos personagens do livro, o filme é esquecível. Só não foi pior do que as tentativas posteriores de ressucitar a franquia Dracula.
Dracula 2000, com direção de Patrick Lussier, nos trazia um Dracula, que não era exatamente o Conde do livro, mas (risos!) Judas Escariotes.
Filmes dos mais diversos existem e mantêm mitos ainda existentes. Alho, rosas, hóstia, artefatos religiosos, sol, espelho, tudo isso ainda é utilizado contra um vampiro. Até atualizaram as coisas, mostrando que vampiros não aparecem em fotos, mas até onde isso é verdade ou mentira?
O vampyrismo real existe! Ele vive entra nós e acreditem, andam durante o dia, bebem e comem como qualquer outro, só que são raros os que se alimentam de sangue, como cita o mito. Sua maioria se alimenta de algo chamado prâna (energia psíquica, vital, que mantém o corpo físico funcionando), no intuito de se fortalecer e gerar algo além da imaginação e do conceito de humanidade. Para chegar a esse assunto mais a fundo, deveremos colocar vários outros fatores aqui.
Lógico, comecei falando da mitologia e falarei dela durante um longo tempo, pois para ter uma compreensão mais enriquecedora de tudo, nada melhor do que saber o que não é real, para podermos separar.
Mais a frente falarei mais profundamente do filmes, livros, jogos e outras coisas, que no levaram ao esclarecimento, até chegarmos no momento de falar sobre o vampyrismo real.
O vampyro que menciono não tem - ou tem - muito haver com o Vampyro de John Polidori, mas isso só será descoberto mais para frente.